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Em Meu Espirito




























Em Meu Espirito 


POR ser uma pessoa vivendo no Santo dos Santos, Paulo podia dizer: “Não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito” (2:13). Paulo não disse que não teve tranqüilidade na mente ou no coração. Se quer entender 2ª Coríntios, você tem de assimilar as frases principais, tais como:

“não confiássemos em nós, mas em Deus”;
“não em sabedoria carnal, mas na graça de Deus”: e
“não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito”.

Paulo não disse que não tinha tranqüilidade no Espírito, mas “no meu espírito”. Paulo era uma pessoa que vivia, andava, trabalhava e tinha seu ser no seu espírito. Não era um homem vivendo na alma ou na carne, mas uma pessoa vivendo no espírito. Dessa forma, podia dizer que não tinha tranqüilidade no seu espírito.
Isso os mostra que Paulo não se importava com as circunstâncias nem com aquilo que pensava ou podia ver. Somente se importava com seu espírito. O irmão Tito não havia chegado, portanto ele  não teve tranqüilidade em seu espírito. Gosto deste termo: “no meu espírito”. Temos de ser lavados á percepção de nosso espírito, aprender como fazer tudo em nosso espírito. Se ficamos felizes, devemos ficar felizes no espírito. Se ficarmos  tristes, temos de estar tristes no espírito. Muitas vezes estamos felizes meramente em nossa emoção. Podemos não saber como  ficar felizes no espírito. Mas temos de aprender a ser felizes no espírito, aprender a como ter tranqüilidade no espírito e a ser pessoas vivendo no espírito.
Então em 4:13 Paulo fala-nos que ele e os irmãos com ele tinham “o mesmo espírito da fé”. Todos temos de aprender a exercitar o espírito a tal ponto. Em tudo o que fizemos em tudo que dissermos, temos de estar certos de que temos o mesmo espírito, de que estamos no mesmo espírito. Não se trata de algo na alma ou na carne, mas no espírito Quando vamos visitar um irmão, temos de ir no espírito. Quando temos comunhão, devemos tê-la no espírito.

O HOMEM EXTERIOR SE DESGASTANDO, CONTUDO O HOMEM INTERIOR SENDO RENOVADO

“Por isso não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia”. (4:16) O homem interior é o nosso espírito regenerado como a vida e a pessoa, tendo nossa alma renovada como seu órgão. O homem exterior é nosso corpo como o órgão com nossa alma como sua vida e pessoa. 

O homem exterior está perecendo, desgastando-se, ou sendo enfraquecido, reduzido e consumido. Mas o homem interior está sendo renovado, refrescado, encorajado e fortalecido por ser nutrido como o suprimento refrescante da vida de ressurreição. Á medida que nosso corpo moral, nosso homem exterior, está sendo consumido pela obra aniquiladora da morte, nosso homem interior, isto é, nosso espírito regenerado com as partes interiores de nosso ser (Jr.31:33; Hb.8:10; Rm.7:22, 25) está sendo metabolicamente renovado dia a dia com o suprimento da vida de ressurreição.
O homem exterior tem de ser consumido. 

Ele está desgastando-se e sendo reduzido. O homem interior tem de ser encorajado e refrescado. Para entender o pleno significado daquilo que Paulo apresenta aqui, temos de juntar os quatro primeiros capítulos. No primeiro capítulo, ele os diz que foi pressionado sem limite (v.8). Então no quarto capítulo ele nos mostra como foi pressionado por todos os lados ou atribulado em tudo (v.8), Os versículos 7 a 18 do capítulo quarto mostram que os apóstolos viviam uma vida crucificada em ressurreição ou uma vida ressurreta sob o aniquilar da cruz, ara levarem a cabo o seu ministério. 


Paulo foi muito atribulado e aturdido, mas percebeu que tais aflições e perplexidades realizavam um bom trabalho para reduzir seu homem exterior. Porém, enquanto o homem exterior estava sendo reduzido, o homem interior era  refrigerado e encorajado dia a dia. Isso significa que temos de ser mantidos lo9nge de nossa alma, o deserto o Santo Lugar. Devemos ser mantidos plena e totalmente no Santo dos Santos. Temos de viver e agir no Santo dos Santos.
DISCUTIR com a s pessoas é nutrir ou alimentar nossa vida da alma. Quanto mais você discute, mais forte torna-se o homem exterior. Algumas vezes esposas e maridos são tentados a contender ou argumentar. Suponha que a esposa esteja irada, mas que o irmão não diga uma única palavra para discutir com ela. O irmão poderá dizer que não disse nada porque tem aprendido a sofrer. Esse modo de agi, no entanto, não é o modo cristão, pode ser a maneira dos seguidores de Confúcio ou de Buda. Se você me perguntasse porque  não discuto com minha esposa, diria que não gosto de alimentar ou nutrir minha alma. Quanto mais discuto com minha esposa, mais alimento a minha alma. Temos de aprender a lição de matar a alma de fome, de reduzi-la. O homem exterior tem de ser reduzido. Devemos perceber que tudo o que ocorre conosco tem um propósito. O propósito de Deus é que nosso homem exterior seja reduzido de maneira que o homem interior possa ser fortalecido, refrescando, encorajando, nutrindo e renovado de dia em dia.


Quando osso homem exterior é reduzido e nosso homem interior é renovado, somos guardados no Santo dos Santos. É aqui no Santo dos Santos, no nosso espírito, que desfrutamos e temos a experiência em Cristo. É aqui que você experimenta todas as coisas divinas com Deus e em Deus. Gradualmente nós próprios nos tornaremos um ministério. Não seremos meramente um ministro, mas um ministro com um ministério. Então ministraremos vida, Deus e as riquezas de Cristo aos outros. Não somente passaremos aos outros certos ensinamentos, doutrinas e conhecimento. Tudo o que fizermos será um ministrar Cristo, Deus, aos outros. Essa é a necessidade atual.[left_sidebar] 

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